segunda-feira, 29 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - XIV POEMA





UMA POESIA DE AMOR...
NA PEDAGOGIA DAS PALAVRAS: UMA METAPOESIA

Cada verso de um poema de amor corresponde a um mundo de sensações,
Toda palavra que é inserida para formar um período é uma escolha minuciosa,
Pois, uma poesia de amor descreve ou prescreve um sentimento,
Uma visão, uma ótica única que não pode ser vista por outros olhos.
Cada pessoa enxerga o mundo sob suas lentes, sob suas impressões,
E toda compreensão está baseada nas experiências obtidas ou observadas,
Visto que cada um sente de uma forma, de um jeito...
O amor que se ascende em todo peito,
E torna um objeto o sujeito de um período...
O objeto é algo observado e descrito na poesia,
Não uma res ou coisa sem magia...
Esse sujeito recebe bons predicados,
Que demonstram que esse é amado!
Ele é o objeto enquanto elemento da perfeição,
Um despertar das faculdades do poeta,
O dispositivo que aciona a sua imaginação,
Como um caminho indicado por uma seta...
Para chegar ao mundo da criação,
Onde é possível ver que tudo tem um significado,
Que não pode ser alterado...
Uma pureza que não pode ser levada por um ladrão,
Ou por qualquer outra pessoa que parta o coração...
Uma poesia de amor compreende a emoção sem compreendê-la
Busca a leveza como o orvalho que escorre suavemente pela pétala da flor,
Como o primeiro raio do sol que rasga a escuridão da noite...
No poema, amar é mais que um sonho, é a verdade...
Que nunca pode ser dita no plural...
Pois, o singular é o que mostra a infungibilidade do ente amado...
No futuro, no presente ou no passado...
Todas as descrições, em seus tempos verbais, servem descrever tal sentimento...
Próprio ou que observou...
Que um dia ele viveu ou sonhou,
No caso desse escritor...
Ele aponta tudo o que sente...
Porque tudo que sente é amor,
O amor por essa mulher que o encanta,
Que o fascina,
E o faz ter sonhos lindos,
Como ele nunca achou que pudesse ter,
E a vida vai fluindo em seus tecidos no corpo em chamas...
E na alma como uma janela aberta que deixa a luz entrar..,
Mostrando tudo que existe por dentro...
Ela é um salto de qualidade em sua vida...
Ela é a bonança após uma tempestade,
Ela é a brisa no verão...
O fogo em dia de inverno...
Ela é tudo o que eu quero...
Ao descrevê-la aprendo sobre ela...
Para poder encantá-la como a chama de uma vela,
Que na escuridão ilumina o destino a ser trilhado,
Faço tudo isso, para poder ser por ela amado...
E que ela nunca me deixe...
Porque por ela eu quero ser sempre abraçado,
Envolvido por seus carinhos, por seu olhar...
Porque escrevo por todo esse querer...
Um sentir que se confunde com o escrever,
Que corresponde ao sonhar para contigo viver...
Toda a magia...
Descrita no amor inserto na minha poesia.


(TON SOWEHÁ)



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