O TEMPO E A VIDA
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O tempo, essa intuição interna que serve de parâmetro para concebermos nossa existência, gradativamente na história da humanidade deixou de ser apenas um dado racional a priori para se tornar um bem no processo da modernidade, o qual é não renovável. O seu perecimento do tempo resulta na aniquilação de algo ou na morte de alguém.
Nessa realidade, o ser humano tenta alongar o máximo o tempo de vida útil desse bem chamado tempo, mas a lógica que rege essa luta impede a perpetuidade da existência, sendo que tudo que nasce precisa morrer ou todo começo pressupõe um fim.
É inolvidável que esse bem chamado tempo nos causa certas perplexidades, a mais importante é a sua capacidade de impactar nossos conceitos e nosso modo de viver.
O tempo torna a vida um eterno devir, pois, vai transformando os fenômenos que ocorrem no espaço, ensejando essa metamorfose chamada vida que não significa nada além da soma de eventos que se manifestam por um lapso temporal, isto é, por uma marca de duração.
O gravame da vida está no fato que a maioria das pessoas não percebe que a sua volta o tempo vai passando e vão vivendo no piloto automático, sem conceber a diferença entre a vivência e a existência. A primeira diz respeito a um conjunto de realizações que são vistas como uma rotina, sem, ao menos, sem percebida, não é compreendida pelo sujeito que escreve. A segunda se trata da concepção que os seres humanos enquanto sujeitos da realidade não tem sua vida predeterminada pelo destino, mas acreditam na possibilidade de construírem algo significativo que faça a diferença, o que se denomina de história.
Assim, observa-se que o tempo é tanto um bem, mas antes de tudo não deixou de ser um padrão de compreensão da racionalidade, visto que somente podemos construir nossa história se entendermos a causalidade dos eventos que construímos no tempo.
Sem a percepção dessas dimensões não podemos extrair o máximo de utilidade desse bem, pensando em termos utilitários.
Então, o que nos resta fazer em relação ao tempo? Cruzar os braços não adianta. A necessidade de compreender nossa história e buscarmos ampliar nossos horizontes está atrelado que na vida, o passado apenas serve como observatório, enquanto que o futuro ainda é uma quimera. O que resta a cada um é apreciar a dádiva do presente e buscando o sentido sintático, semântico e pragmático da existência, entendendo que os eventos que produzimos não são só eventos de uma rotina, mas antes partes de uma história escrita no diário permanente da vida.
Nesse sentido moral o tempo nada mais é do que um conjunto de páginas temos para construir nossa história. A sumariedade ou a extensão desse só será percebida pelo sentido resultante da soma ou da multiplicação das decisões que materializamos em eventos, como partes da nossa história.
Em suma, o tempo é apenas uma ficção que serve para medirmos nossa existência ou observamos o marasmo da vivência.
Como você lida com essa estrutura? Tome ciência do seu tempo e construa a sua história.
TON SOWEHÁ

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