quinta-feira, 25 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - IX POEMA




































NA BEIRA DA ESTRADA

Um dia me sentei na Beira da estrada e pude contemplar o céu a brilhar...
Vi também um pequeno riacho no qual as rochas finas eram varridas pela corrente,
Como era lindo aquele caminho que me trouxe tanta paz de espírito,
E eu nem me lembrava de como era bela a vida ao meu redor,
Estava amarrado ao julgo dos problemas que me cegavam,
E não podia imaginar que na Beira de estrada passava um riacho,
E que suas águas eram límpidas como céu...
E que na vida se corre tanto atrás de papel,
Quando se deveria agradecer a oportunidade de nossa riqueza...
A riqueza de viver e respirar,
O tesouro de ganhar e perder...
De errar e aprender...
E ver quão valioso é o pano de fundo em que estamos inseridos,
E que podemos nos recuperar mesmo quando somos feridos...
Na luta da vida,
Mesmo quando nos faltar proteção ou guarida,
O milagre da existência ensejará a sobrevida...
Para não fugirmos de nosso destino
O qual segue seu ritmo forte ou fraco,
Luminoso ou opaco...
Sempre há um lugar para se olhar e saber que vida é ímpar...
E que não há nada igual...
E compreender como lidar com as emoções é um verdadeiro paraíso,
E que nada vale mais do que um sorriso,
E que a Beira da estrada nos ensina isso!
Na Beira da estrada estava eu a vagar,
Quando percebi um olhar maravilhoso que me observava,
E eu que achava que estava sozinho,
Procurei e vi uma bela rosa,
Com lindas pétalas que nasciam entre os espinhos,
Tão linda como o olhar daquela mulher amorosa
Que estava tão perto...
E eu tinha medo, não sabia ao certo...
Como dizer que ela era tudo o que eu queria,
E que desejava que partilhássemos aquela miragem na beira do caminho,
Então comecei a escrever em uma pedra branca
E Ela curiosa veio ver o que eu dizia...
Apenas uma palavra ela ao ler ela se surpreendeu...
L-I-N-D-A
Então, sorriu e me deu a sua mão...
E na beira da estrada eu dei-lhe meu coração...
Para poder dizer que ela era o meu lar...
E que eu não precisava mais vagar...
Pois, onde quer que ela esteja lá é o meu lugar!
No céu, na terra ou no mar...
Ela me salvou...
Tudo mudou...
Desde que a encontrei me olhando parada...
Na Beira da estrada!

(TON SOWEHÁ)



quarta-feira, 24 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - VIII POEMA














Pelo amor e pela rosa,
Pelo sol e pelo dia,
Escrevo os versos que parecem prosa,
Mas são apenas fragmentos dessa poesia,
A qual serve para descrever a tua beleza rosa minha,
A inspiração dos meus sonhos,
Da minha vida a rainha…

Pelo amor e pela rosa,
Pela lua e pela noite,
Decifro seus caminhos, por eles faço a glosa…
Mesmo que sofra açoites,
Tudo a pena valerá se a tardinha te encontrar amorosa,
Com esse brilho no olhar,
Que cheia de carinho corre para me abraçar…
E nem sei expressar o transbordar dessa alegria,
Que eu sinto quando te vejo,
Quando te observo,
Quando toco em suas mãos!

Pelo amor e pela rosa,
Vejo pela fresta da porta a tua luz glamorosa,
E fico aqui encantado,
Esperando pelo momento certo
Para mostrar que meu peito está aberto,
Escancarado para você ver a vida que brota nele…
Por conta da esperança que me dás,
Pois sem você a vida não teria sentido,
Nem teria o brilho…
Não teria a cor,
Nem tampouco esse doce sabor que vem de ti…

Pelo o amor e pela rosa,
És o meu amor,
De todos os jardins a mais bela rosa,
Que perfuma minha vida,
Me dando segurança e guarida,
Nem que seja só para prosear
Ao teu lado eu desejo estar…
Para mostrar-te o teu lugar…
O lugar de rainha…
Para sempre saberes que és minha,
O meu amor…
Ponto inicial e final da linha…
Da linha da vida!
Te amo meu amor, minha querida…
Pelo amor e pela rosa,
Dou-te um beijo para ficares pomposa,

Nesse mundo do cravo e da rosa!

(TON SOWEHÁ)

terça-feira, 23 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - VII POEMA





























TUDO É POSSÍVEL

Somos partes de um plano maior?
Fazemos nosso destino?
Podemos escolher nosso caminho?
Há apenas um plano?
Qual é o propósito de tudo isso?
Eu não me preocupo…
Sigo o meu caminho…
Se os céus estão desenhando ele eu não sei…
Apenas sei que estou dando o melhor de mim,
Mesmo quando chove torrencialmente eu não desisto de ir a luta,
E a cada queda que eu sofro me levanto mais forte…
Porque eu sei que tudo é possível…
Basta acreditar e ir em busca do que parece impossível…
Porque milagres acontecem todos dias em todas as partes do mundo…
Por isso, não peço por eles…  mas tento ser um…
Sim, me jogo na imensidão tentando acreditar que vou onde eu desejo!

Eu sempre soube que o caminho não seria curto...
Durou centenas de anos a minha jornada por esse mundo…
Para que eu a tivesse em meus braços…
Cheio de vontade eu te procurava em cada canto,
Em cada olhar… eu ansiava por você…
O que me levou a errar muito…
Mas finalmente te encontrei…

No mundo achei o meu lugar…
Sendo cabalmente abraçado por esse amor sem fim!

Eu tinha tanto medo de voar e nunca chegar a lugar algum…
Mas tudo foi mudando…
Tive que atravessar um pântano…
Passei pelo vale da sombra do morte,
Resisti… Pois, quando achei que a areia movediça me engoliria…
E que o canto das sereias me levariam para o fundo do mar…
Foi a vontade de te encontrar que impediu que eu desfalecesse…
Então, dei um salto… voei… e passei por aquele lugar perigoso…
Sei que me feri muito…
Mas através da escuridão eu via o raio de luz que brilhava dalém,
Era um plano? Era o destino?
Não sei, tudo que sei… é que ansiava por essa claridade…
Por essa pureza,
Para me curar das feridas provadas pela jornada de coragem,
E ter meus pecados remidos…
De tantas de batalhas… De tantas lutas sangrentas…
E eu sei que no único tempo vago tudo que fazia era algo especial…
No meu descanso eu fazia uma prece por você…
E sentia, mesmo sem saber, que você também fazia uma prece por mim…
E loucamente… Após as trevas eu vi o dia nascer…
E o sol nascia do brilho dos teus olhos…
A alegria brotava do teu sorriso,
E eu não precisava mais preocupar…

Pois, esse argonauta chegara à Colóquida,
Para tocar o velo d’ouro…
E, de fato, conseguiu operar um milagre próprio dos mitos…
E mitos são possíveis?

Tudo é possível…
Destino…
Sonho…
Sina…
Plano…
Não sei… sei apenas que escolhemos ser quem somos…
Escolhemos para quem dar nossos corações…
Nossas vidas…
Pois, apenas quando repartimos nossa existência como pão a mesa…
É que ela ganha sentido…
E o impossível se torna real…

Foi o seu amor que fez a minha vida trasbordar de felicidade…
Transformou mil anos em apenas vinte e sete…
E me deu o discernimento para enxergar que….
Todas as experiências que vivi…
Todas feridas que me deixaram cicatrizes serviram para o nosso desenlace…
Deram um sabor ao primeiro abraço… ao primeiro beijo…
Fazendo com que cada dia seja como o primeiro…
Te encontrar foi o meu milagre…
A minha dádiva… A esperança da minha fé…

E como Ulisses conseguiu voltar a Ítaca após vencer em Tróia…
Desafiando a vontade dos deuses…
E eu desafiei as tempestades do vale da sombra da morte…
Para ter a sorte de encontrá-la…
E fui recompensado pelos céus…
Podendo ver o meu sonho se tornar possível…
E tendo-a ao alcance da minha mão e eu a agarrei para nunca mais soltar…
Assim, estou experimentando cotidianamente o amor de verdade…
Imergindo nesse sentimento…
E entregando a minha vida não pela metade…
Mas por completo…
E o impossível finalmente desapareceu…
Você surgiu e mudou a minha existência…
Criou um novo paradigma de antes e depois…
E todos os dias agradeço por essa dádiva…
A dádiva de chegar onde sonhei…
Chegar nos seus braços…
E ter a ciência que quando se acredita no amor tudo é possível!
Não se preocupe…
Tudo é possível…
Basta que nossas mãos e vidas estejam sempre juntas…

Tudo é possível!

(TON SOWEHÁ)


segunda-feira, 22 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - VI POEMA



A ALMA DE UM POETA APAIXONADO POR SUA MUSA


A alma de um poeta é uma fonte de ideias,
Elas vão fluindo e se materializando na tinta e no papel,
E vão descrevendo os movimentos da terra, na imaginação ou no céu,
Uma nascente que transborda as emoções e as sensações vivenciadas...
Bem como aquelas observadas no pano de fundo em que foi pintada a história!

A alma de um poeta apaixonado usa lentes que tornam a visão mais nítida,
Mais apurada para observação a olho nu dos objetos que  os outros não podem enxergar...
Os objetos e seres ganham uma riqueza imensa de detalhes que podem ser descritos,
E essas particularidades são distinguidas pela riqueza da linguagem...
Do que realmente é belo, sem farsa ou maquiagem...
A alma de poeta apaixonado ganha asas para voar...
E lá do alto ele pode, por outro ângulo, contemplar a beleza da vida
E da convivência e as relações das pessoas...
Tudo isso pode ser visto com uma pureza...
Algo que vai além da aparência... mas antes se trata da compreensão da essência!
Por isso, do seu coração jorra uma água límpida que reflete o céu...
Na sua alma nascem flores construídas nas palavras postas no papel...
Mas impressas para sempre em sua mente!

A alma de um poeta apaixonado por sua musa é irrequieta,
Não se contenta com os versos, com as palavras,
Pois a riqueza da linguagem é pobre em relação ao alvo do seu coração:
Sua musa...
Eternizada em cada olhar... Em cada gesto...
Em cada movimento dela que o encanta... que aprisiona seu mirar naquela dinâmica...
Porque para o poeta sua musa só precisa existir para completá-lo...
Para tornar a imensidão do céu azul,
E dar sabor a água, mesmo quando os outros digam que ela é insípida,
Assim, ao olhar para sua musa... A alma do que a contempla se aquece...
E sua imaginação mais parece com uma borboleta que voa livre pelos campos...
Vai voando levemente e vendo a beleza de sua amada...
Por vezes ele pousa em seus ombros para tocá-la e se aproximar do milagre...
Do limite do impossível que distancia a realidade e o sonho,
A imaginação e a realização,
A razão e a Emoção...
Porque sob as suas lentes ela é uma dádiva
Que  rompe a linha tênue dessas fronteiras,
Ela é uma obra de arte que seu autor a aperfeiçoa todos os dias...
Cada traço de seu rosto tem um significado...
Cada tom do som da sua voz é como uma sinfonia perfeita...
Uma perfeição que encanta quem a observa e a descreve!
E esse encantamento se renova,
Cresce feito grama na terra,
Feito os grãos de areia na praia...
E tudo isso ainda é pouco perto do que sente o poeta que ama!

A musa amada é uma flor colhida perfeitamente...
Ela tem uma imagem que o tempo só torna mais agradável de olhar,
Seu perfume inebria e enlouquece o seu amado,
O seu riso é o melhor momento do dia daquele que a observa...
Esse sorriso é o sol do dia...
O farol da noite que mostra o caminho para terra da felicidade...
Para a ilha do amor,
Onde o sobrenatural floresce e frutifica...
Mas que foge aos padrões convencionais...
Ela é o começo e o fim de toda a beleza,
Por isso, sua definição é bela...
Ah que perfeição! Ela foi feita a mão pelo ser divino,
Seu caráter foi forjado na dor,
Mas isso é a que a torna tão valiosa,
Pois, como diamante bruto é lapidado,
Sua forma de ser e pensar chegaram a esse estado que enfeitiça o seu admirador...
Ah! Como o poeta admira sua musa!
Quando ela não está por perto, falta-lhe um pedaço...
Daí, ele sempre sonha com ela para matar a  sua saudade...
Porque quando um poeta ama, ama de verdade!

Ah minha musa,
Minha amiga,
Minha amada...
Como és desejada e sonhada, por essa pessoa que te admira,
Que além de te olhar, te mira...
E vê em ti,
O que não vês...
A beleza, o encanto, a magia do teu ser...
Lindo por fora, em teu exterior...
Marcado pelas curvas de teu corpo,
Pelo tom da tua pele,
Por um perfume sem igual,
E pelo desenho de tua boca que mais parece um morango...
E um riso que emana um brilho como de um astro celestial...
E um interior tão reluzente quanto o metal áureo...
Uma verdadeira maravilha que os tolos não podem ver...
Um coração que foi feito para o amor,
Fostes feita para seres amada...
Cuidada...
Protegida...
E observada...
Para que eu te mime com minhas palavras,
Com as surpresas que preparo,
Mas, sobretudo, para eu te dê tudo que está guardado para você...
O amor desse poeta que te escreve,
Desse moço bobo de tenra idade,
Que te ama como em um sonho...
Mas que te respeita e quer-te de verdade
E vive a te admirar...
Para descrevê-la e amá-la como um sedento em um deserto ao encontrar um oásis...
Amada minha...
És o meu oásis no deserto dessa vida...
És a inspiração de tudo isso...
És a fonte do meu amor... A fonte da minha vida!
És a musa pela qual esse poeta se apaixonou!

(TON SOWEHÁ)