terça-feira, 23 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - VII POEMA





























TUDO É POSSÍVEL

Somos partes de um plano maior?
Fazemos nosso destino?
Podemos escolher nosso caminho?
Há apenas um plano?
Qual é o propósito de tudo isso?
Eu não me preocupo…
Sigo o meu caminho…
Se os céus estão desenhando ele eu não sei…
Apenas sei que estou dando o melhor de mim,
Mesmo quando chove torrencialmente eu não desisto de ir a luta,
E a cada queda que eu sofro me levanto mais forte…
Porque eu sei que tudo é possível…
Basta acreditar e ir em busca do que parece impossível…
Porque milagres acontecem todos dias em todas as partes do mundo…
Por isso, não peço por eles…  mas tento ser um…
Sim, me jogo na imensidão tentando acreditar que vou onde eu desejo!

Eu sempre soube que o caminho não seria curto...
Durou centenas de anos a minha jornada por esse mundo…
Para que eu a tivesse em meus braços…
Cheio de vontade eu te procurava em cada canto,
Em cada olhar… eu ansiava por você…
O que me levou a errar muito…
Mas finalmente te encontrei…

No mundo achei o meu lugar…
Sendo cabalmente abraçado por esse amor sem fim!

Eu tinha tanto medo de voar e nunca chegar a lugar algum…
Mas tudo foi mudando…
Tive que atravessar um pântano…
Passei pelo vale da sombra do morte,
Resisti… Pois, quando achei que a areia movediça me engoliria…
E que o canto das sereias me levariam para o fundo do mar…
Foi a vontade de te encontrar que impediu que eu desfalecesse…
Então, dei um salto… voei… e passei por aquele lugar perigoso…
Sei que me feri muito…
Mas através da escuridão eu via o raio de luz que brilhava dalém,
Era um plano? Era o destino?
Não sei, tudo que sei… é que ansiava por essa claridade…
Por essa pureza,
Para me curar das feridas provadas pela jornada de coragem,
E ter meus pecados remidos…
De tantas de batalhas… De tantas lutas sangrentas…
E eu sei que no único tempo vago tudo que fazia era algo especial…
No meu descanso eu fazia uma prece por você…
E sentia, mesmo sem saber, que você também fazia uma prece por mim…
E loucamente… Após as trevas eu vi o dia nascer…
E o sol nascia do brilho dos teus olhos…
A alegria brotava do teu sorriso,
E eu não precisava mais preocupar…

Pois, esse argonauta chegara à Colóquida,
Para tocar o velo d’ouro…
E, de fato, conseguiu operar um milagre próprio dos mitos…
E mitos são possíveis?

Tudo é possível…
Destino…
Sonho…
Sina…
Plano…
Não sei… sei apenas que escolhemos ser quem somos…
Escolhemos para quem dar nossos corações…
Nossas vidas…
Pois, apenas quando repartimos nossa existência como pão a mesa…
É que ela ganha sentido…
E o impossível se torna real…

Foi o seu amor que fez a minha vida trasbordar de felicidade…
Transformou mil anos em apenas vinte e sete…
E me deu o discernimento para enxergar que….
Todas as experiências que vivi…
Todas feridas que me deixaram cicatrizes serviram para o nosso desenlace…
Deram um sabor ao primeiro abraço… ao primeiro beijo…
Fazendo com que cada dia seja como o primeiro…
Te encontrar foi o meu milagre…
A minha dádiva… A esperança da minha fé…

E como Ulisses conseguiu voltar a Ítaca após vencer em Tróia…
Desafiando a vontade dos deuses…
E eu desafiei as tempestades do vale da sombra da morte…
Para ter a sorte de encontrá-la…
E fui recompensado pelos céus…
Podendo ver o meu sonho se tornar possível…
E tendo-a ao alcance da minha mão e eu a agarrei para nunca mais soltar…
Assim, estou experimentando cotidianamente o amor de verdade…
Imergindo nesse sentimento…
E entregando a minha vida não pela metade…
Mas por completo…
E o impossível finalmente desapareceu…
Você surgiu e mudou a minha existência…
Criou um novo paradigma de antes e depois…
E todos os dias agradeço por essa dádiva…
A dádiva de chegar onde sonhei…
Chegar nos seus braços…
E ter a ciência que quando se acredita no amor tudo é possível!
Não se preocupe…
Tudo é possível…
Basta que nossas mãos e vidas estejam sempre juntas…

Tudo é possível!

(TON SOWEHÁ)


segunda-feira, 22 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - VI POEMA



A ALMA DE UM POETA APAIXONADO POR SUA MUSA


A alma de um poeta é uma fonte de ideias,
Elas vão fluindo e se materializando na tinta e no papel,
E vão descrevendo os movimentos da terra, na imaginação ou no céu,
Uma nascente que transborda as emoções e as sensações vivenciadas...
Bem como aquelas observadas no pano de fundo em que foi pintada a história!

A alma de um poeta apaixonado usa lentes que tornam a visão mais nítida,
Mais apurada para observação a olho nu dos objetos que  os outros não podem enxergar...
Os objetos e seres ganham uma riqueza imensa de detalhes que podem ser descritos,
E essas particularidades são distinguidas pela riqueza da linguagem...
Do que realmente é belo, sem farsa ou maquiagem...
A alma de poeta apaixonado ganha asas para voar...
E lá do alto ele pode, por outro ângulo, contemplar a beleza da vida
E da convivência e as relações das pessoas...
Tudo isso pode ser visto com uma pureza...
Algo que vai além da aparência... mas antes se trata da compreensão da essência!
Por isso, do seu coração jorra uma água límpida que reflete o céu...
Na sua alma nascem flores construídas nas palavras postas no papel...
Mas impressas para sempre em sua mente!

A alma de um poeta apaixonado por sua musa é irrequieta,
Não se contenta com os versos, com as palavras,
Pois a riqueza da linguagem é pobre em relação ao alvo do seu coração:
Sua musa...
Eternizada em cada olhar... Em cada gesto...
Em cada movimento dela que o encanta... que aprisiona seu mirar naquela dinâmica...
Porque para o poeta sua musa só precisa existir para completá-lo...
Para tornar a imensidão do céu azul,
E dar sabor a água, mesmo quando os outros digam que ela é insípida,
Assim, ao olhar para sua musa... A alma do que a contempla se aquece...
E sua imaginação mais parece com uma borboleta que voa livre pelos campos...
Vai voando levemente e vendo a beleza de sua amada...
Por vezes ele pousa em seus ombros para tocá-la e se aproximar do milagre...
Do limite do impossível que distancia a realidade e o sonho,
A imaginação e a realização,
A razão e a Emoção...
Porque sob as suas lentes ela é uma dádiva
Que  rompe a linha tênue dessas fronteiras,
Ela é uma obra de arte que seu autor a aperfeiçoa todos os dias...
Cada traço de seu rosto tem um significado...
Cada tom do som da sua voz é como uma sinfonia perfeita...
Uma perfeição que encanta quem a observa e a descreve!
E esse encantamento se renova,
Cresce feito grama na terra,
Feito os grãos de areia na praia...
E tudo isso ainda é pouco perto do que sente o poeta que ama!

A musa amada é uma flor colhida perfeitamente...
Ela tem uma imagem que o tempo só torna mais agradável de olhar,
Seu perfume inebria e enlouquece o seu amado,
O seu riso é o melhor momento do dia daquele que a observa...
Esse sorriso é o sol do dia...
O farol da noite que mostra o caminho para terra da felicidade...
Para a ilha do amor,
Onde o sobrenatural floresce e frutifica...
Mas que foge aos padrões convencionais...
Ela é o começo e o fim de toda a beleza,
Por isso, sua definição é bela...
Ah que perfeição! Ela foi feita a mão pelo ser divino,
Seu caráter foi forjado na dor,
Mas isso é a que a torna tão valiosa,
Pois, como diamante bruto é lapidado,
Sua forma de ser e pensar chegaram a esse estado que enfeitiça o seu admirador...
Ah! Como o poeta admira sua musa!
Quando ela não está por perto, falta-lhe um pedaço...
Daí, ele sempre sonha com ela para matar a  sua saudade...
Porque quando um poeta ama, ama de verdade!

Ah minha musa,
Minha amiga,
Minha amada...
Como és desejada e sonhada, por essa pessoa que te admira,
Que além de te olhar, te mira...
E vê em ti,
O que não vês...
A beleza, o encanto, a magia do teu ser...
Lindo por fora, em teu exterior...
Marcado pelas curvas de teu corpo,
Pelo tom da tua pele,
Por um perfume sem igual,
E pelo desenho de tua boca que mais parece um morango...
E um riso que emana um brilho como de um astro celestial...
E um interior tão reluzente quanto o metal áureo...
Uma verdadeira maravilha que os tolos não podem ver...
Um coração que foi feito para o amor,
Fostes feita para seres amada...
Cuidada...
Protegida...
E observada...
Para que eu te mime com minhas palavras,
Com as surpresas que preparo,
Mas, sobretudo, para eu te dê tudo que está guardado para você...
O amor desse poeta que te escreve,
Desse moço bobo de tenra idade,
Que te ama como em um sonho...
Mas que te respeita e quer-te de verdade
E vive a te admirar...
Para descrevê-la e amá-la como um sedento em um deserto ao encontrar um oásis...
Amada minha...
És o meu oásis no deserto dessa vida...
És a inspiração de tudo isso...
És a fonte do meu amor... A fonte da minha vida!
És a musa pela qual esse poeta se apaixonou!

(TON SOWEHÁ)



sexta-feira, 19 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - V POEMA





















As palavras que me faltam…

Muitas vezes me faltam palavras,
A linguagem é tão limitada para descrever como me sinto,
Não é possível traduzir em palavras a música que arde no meu coração,
Tudo que posso dizer é que
Quando olhos em teus olhos vejo as matizes de todas as cores…
Mas não há uma expressão para descrever a preciosidade,
A beleza e a perfeição…
É como se paraíso chegasse a terra por um instante,
Como se o tempo parasse …
Para eu enxergar o milagre da vida… a vida que nasce desse olhar
O sol da primavera a delegar o que inverno esfriou!

Mas o que posso dizer-te?
Não consigo me expressar, porque me faltam as palavras…
Talvez o meu olhar diga mais que uma declaração…
Diga apenas que és a luz a clarear
O Sol a aquecer…
A água a saciar esse desejo que me toca…
Um incomodo que aperta quando estás ausente!

Não sei explicar-te…
Não há como descrever,
Porque toda descrição seria vazia ou desprovida de verdade
Já que a perfeição não se expressa apenas se acredita!

Então, sintas que és perfeita…
Perfeita não no sentido que não tens defeito…
Mas que és feita para mim…
E que teus defeitos são partes dessa arte que se expressa em tua vida
Que se expressa nesse olhar profundo que me fascina todos os dias!

Não há palavras, pois, elas me faltam!



quinta-feira, 18 de julho de 2013

EROS O AMOR INFINITO - IV POEMA
























UMA HISTÓRIA E TUDO QUE AMO


E se eu me apaixonasse o que eu faria?
Foi o que eu me perguntei quando me apaixonei por você!
E respondi de modo simples que
Tentaria viver essa paixão intensamente…
De tal modo que ela gradativamente se tornasse amor.
Em outras palavras me queimaria intensamente primeiro,
para depois manter acessa a flama do meu coração.

E foi exatamente assim que eu fiz…
Te olhei…
Me perdi no teu olhar,
Meu entreguei e te dei as chaves do meu coração…
E cada vez que falava contigo…
Chovia em minha terra tal emoção…
E eu novamente me entregava…
Mesmo sem poder te abraçar…
Como eu sonhei com um pequeno abraço…

E repentinamente você deixou que eu entrasse na sua vida…
Pudesse te abraçar sempre… te beijar com muito carinho…
E mal pude me aguentar…
Meu coração explodiu de alegria…
E meu corpo parecia não sentir a lei da gravidade!

Ainda vivo intensamente essa satisfação todos os dias…
Sinto que estou andando nas nuvens…
Porque em um passe de mágica o medo de me apaixonar…
De amar… foi desaparecendo…
E fui dominado por esse amor…
Por esse sonho que vou vivendo… ao teu lado meu amor!

Todo dia vale a pena levantar da cama…
Porque cada dia eu sei que você existe…
E que participa da minha história…
Por isso gravo cada momento nosso em minha memória!
Momentos que quero viver pelo resto da minha vida…

Desejo tudo isso… sonho com o dia…
Em que poderei dormir e acordar do seu lado!
E saber que tudo de ruim… ficou no passado,
Porque já passou… mas nesse dia serei seu para sempre todos os dias…

Mas vou sem pressa…
Descobrindo cada coisas pequenas que só me fazem te amar mais…
Aprendendo a te fazer feliz,
A te fazer sorrir…

E para terminar posso te dizer:
Eu amo tudo em você…
Amo te ouvir…
Amo te ver…
Amo te abraçar…
Amo te olhar enquanto dorme…
Amo teu sorriso…
Amo quando estás feliz…
Amo quando ficas brava…
Amo te alimentar…
Em suma, amo te amar!

(TON SOWEHÁ)